Cidadãos realizam passeata neste domingo (29) contra a independência da Catalunha

Manifestantes erguem, juntas, as bandeiras da Catalunha, da Espanha e da União Europeia. EFE/Toni Albir

 

Após a declaração de independência da Catalunha, divulgada na sexta-feira (27), milhares de pessoas resolveram se manisfestar contra a decisão no centro de Barcelona neste domingo, com o lema: “Todos somos a Catalunha”. A passeata foi organizada por uma entidade denominada Sociedade Civil Catalã (SCC), que cifrou em 1,1 milhão de pessoas o total de manifestantes, enquanto a Guarda Urbana de Barcelona contabilizou 300.000 manifestantes.

 

Controvérsias

No dia da declaração de independência, sexta-feira (27), muitos cidadãos, ao contrário de hoje, comemoraram a notícia.

 

Barcelona, Espanha- A decisão do Parlamento da Catalunha, nesta sexta-feira (27), em favor da independência da região, que é parte da Espanha, repercutiu entre autoridades e organizações internacionais. Na votação, parlamentares aprovaram a resolução apresentada pela maioria independentista que prevê “constituir uma República Catalã como um Estado independente, soberano
Foto: Fotomovimiento

 

Ao proclamar a independência da Catalunha, o Parlamento não violou qualquer, contudo, nenhum país da União Europeia reconhecerá o “Estado Novo”, segundo Jean-Claude Piris, consultor em direito internacional em Bruxelas e ex-diretor dos serviços jurídicos do Conselho da UE por 23 anos.

 

Sobre a Declaração de Independência e a Catalunha

Qualquer entidade tem o direito de declarar sua independência. Mas o que importa é o reconhecimento da comunidade internacional, pois haverá consequências à nível mundial.

Por não ser reconhecido o país ainda é considerado, legalmente, parte da Espanha, porque não tem representação em organizações internacionais, não se sentarão na União Européia, ou seja, não poderão fazer nada. A declaração acaba sendo vazia.

A legislação da UE continuará a ser aplicada na Catalunha, a Espanha continuará a representá-la. Não haverá controles nas fronteiras da Catalunha com a Espanha ou da Catalunha com a França. Os catalães continuarão a usar o euro e seguirão vinculados a todos os acordos internacionais ratificados pela Espanha. / AFP

 

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